Geral

Guilherme Batista, transformando ciência em experiências visuais que geram resultados

Engenheiro agrônomo com passagem por Bayer, Provivi e Bionat, Guilherme Batista criou a Agro Art, empresa que produz vídeos com IA para companhias do agronegócio

W f

Engenheiro agrônomo com passagem por Bayer, Provivi e Bionat, Guilherme Batista criou a Agro Art, empresa que produz vídeos com IA para companhias do agronegócio

Por mais de cinco anos, o engenheiro agrônomo Guilherme Batista teve uma missão que parecia simples no papel: convencer produtores rurais a investir em soluções biológicas. Na prática, esbarrava sempre no mesmo obstáculo. “O produtor não acreditava naquilo que não via. Para muitos, era ‘tudo água de batata’. Você está vendendo algo que ele não vê. Antes de vender, eu precisava explicar”, conta.

Foi dessa dificuldade, vivida de porteira em porteira em Mato Grosso e no interior de São Paulo, que nasceu a Agro Art, empresa que hoje produz vídeos com inteligência artificial para companhias do agronegócio. A proposta cabe no lema da empresa: “Transformamos ciência em experiências visuais que geram resultados.”

Da pesquisa às grandes lavouras

Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Cassilândia (MS), Guilherme começou a carreira na pesquisa de inseticidas da Bayer, em Paulínia (SP). Em seguida, mudou-se para o norte de Mato Grosso para trabalhar na Provivi, startup norte-americana dona de uma tecnologia à base de feromônio para o controle da lagarta-do-cartucho. Na função, atendeu alguns dos maiores grupos agrícolas do país, como Bom Futuro, Bom Jesus e SLC Agrícola.

“Ali eu vi o agro na escala mais alta que existe. E vi também que, por melhor que seja a tecnologia, ela só chega ao campo se alguém conseguir explicar o que ela faz”, diz.

De porteira em porteira

A entrada na área comercial veio pela Bionat Soluções Biológicas. Como representante da empresa, Guilherme passou um ano e meio em Sorriso (MT), na região da BR-163, visitando propriedades e gerando demanda entre grandes produtores de soja, milho e feijão.

Foi também a Bionat que o levou ao estado de São Paulo. Primeiro, três meses em Itapetininga, atendendo pequenos e médios produtores de tomate, pepino e uva. Depois, dois anos e meio na região de Araçatuba, no Oeste Paulista, com cooperativas, revendas e produtores de cana-de-açúcar, laranja e limão.

“Cada região tem um perfil de produtor diferente, uma linguagem diferente. O que funcionava com um grande grupo em Mato Grosso não funcionava com o produtor de tomate de Itapetininga. Mas em todo lugar a dificuldade era a mesma: fazer a pessoa entender o que estava comprando”, lembra.

O vídeo que virou empresa

A virada começou quase como um teste. Guilherme passou a usar ferramentas de inteligência artificial para criar vídeos em cartoon 3D sobre temas agronômicos. Depois, impôs a si mesmo um desafio maior: refazer inteiramente com IA um vídeo publicitário que havia sido produzido por uma agência de marketing.

“Quando o vídeo ficou pronto, eu percebi que dava para mostrar o que acontece dentro do solo, dentro da raiz, no ciclo de uma praga. Tudo aquilo que eu passei anos tentando explicar só com palavras”, afirma.

Assim surgiu a Agro Art, que hoje produz vídeos personalizados para todo o agronegócio: de multinacionais de defensivos químicos, nutrição e biológicos a consultores ambientais que precisam apresentar os próprios serviços. Segundo o fundador, o critério é um só: existir uma tecnologia ou uma solução que precisa ser mostrada. O diferencial está no conhecimento técnico por trás de cada roteiro. A equipe é formada por engenheiros agrônomos e também atua no planejamento de lançamentos e em estratégias de engajamento para as páginas dos clientes.

“A IA é a ferramenta. O que faz o vídeo funcionar é saber exatamente o que mostrar e por quê. E isso vem do campo”, diz.

A mesma linguagem chegou às redes do próprio engenheiro agrônomo. No Instagram, onde reúne mais de 20 mil seguidores, ele ensina agronomia com personagens criados por inteligência artificial, como o seu clone de IA e o macaquinho Jubileu.

Conhecimento que precisa aparecer

Além de atender empresas, Guilherme ensina outros profissionais a produzir vídeos com IA, por meio de mentorias e cursos. Para ele, saber comunicar passou a ser tão importante no agro quanto dominar a técnica.

“Tem muito engenheiro agrônomo, consultor e técnico com um conhecimento enorme que ninguém conhece, porque não sabe mostrar o que sabe. A inteligência artificial abriu essa porta”, avalia.

Depois de 12 anos longe de casa, rodando o país de lavoura em lavoura, Guilherme resume a nova fase sem rodeios: “Eu não saí do agro. Só mudei a forma de levar o agro até as pessoas.”

Instagram: https://www.instagram.com/guilherme.batistaa.agro?srtk=MWp2bWRoampvc3lzNA==

Site: https://www.agroart.com.br/?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio